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 “Pessimista vivencial e Otimista existencial”


Essas premissas partem de mim naturalmente, meio que instintivo, sem muito esforço ou dedicação para seguir essa filosofia.  


Até um tempo atrás não saberia descrever ou esboçar uma teoria para isso, entretanto, escutei um podcast que veio a tona essas características em mim. Nesse podcast Walter Longo tratava sobre assuntos contemporâneos de tecnologia. Walter afirmava: “Sou um pessimista vivencial e ao mesmo tempo otimista existencial". 


Mas afinal, o que ele quis dizer com essa frase naquela situação e contexto? 

Nada mais é que o famoso ditado popular que era muito dito pelos nossos pais e avós "Não conte com os ovos na barriga da galinha". Se formos na contramão desse ditado popular, acabamos nos expondo ao risco da ruína, um assunto muito bem tratado no livro Antifrágil de Nassim Taleb, ou seja, devemos sempre ter um pé atrás, trabalharmos com uma margem de segurança, ter um plano B, C, D, ou quantos forem necessários para que se sinta confortável ao assumir algum risco. Um ótimo exemplo é o cidadão que pede a conta do serviço, junta sua economia de uma vida e arrisca tudo em um negócio se quer validado ou testado demanda. Por vezes pode dar certo, porém ainda existe uma grande probabilidade de quebra, e acabar perdendo, por ter usado todo o seu recurso. 


Acredito que essa filosofia de ser um pessimista vivencial já me poupou muitos tombos e grandes perdas em todas as áreas da minha vida. Graças a ser esse pessimista que só esperava resultados ruins, sempre fui agraciado com bons resultados. Nesse ponto podemos nos blindar a possíveis falhas e trabalhar em cima de expectativas, evitando possíveis frustrações.

 

Agora quando tratamos sobre otimista existencial, deixamos de envolver o "eu" e passamos a falar sobre sociedade. Se analisarmos dados e informações de uma década atrás, será evidente o quanto a vida se tornou boa de lá para cá, tudo isso devido à evolução da nossa ciência, tecnologia, e facilidade de acesso a  informação ao ser humano comum. Conseguimos aumentar nossa expectativa de vida comparada a dados passados, o acesso ao curso superior se tornou mais fácil, o acesso à informação então nem se fale! Só saberá isso quem um dia chegou a usar a internet discada, e se caso você se lembre disso, existe grande possibilidade de ter nascido antes de 1995 não é?  


Recordo-me que iniciei meu curso de Gestão de TI, na Fatec no ano de 2010 e naquela época conversávamos em sala de aula sobre o quão maravilhoso era a tal da fibra ótica que até então era uma tecnologia inacessível naquela época, pois bem, os anos se passaram e em 2018 assinei um plano da vivo fibra em minha casa, e aí que me dei conta de como as coisas evoluem.  


Podemos evidenciar muitas coisas boas que surgiram, e se fossem algo que já existia, o quanto ficou mais democrático, dando acesso a classes mais baixas. 

Não quero negligenciar, sei que ainda existem muitos pontos e deficiências sociais que devemos tratar, mas acredito muito que com a tecnologia, e com a evolução da nossa sociedade nessa década que se inicia em 2021 conseguiremos resolver, ou então ao menos melhorar em vários aspectos. 


O que eu quero dizer com isso tudo, é que no meu dia a dia e filosofia de vida tento trazer esse conceito comigo, onde busco sempre em minhas experiências pessoais ser pessimista, para não me dar ao luxo de errar ou deixar meu ego tomar as rédeas, assim me levando ao risco da ruína. Ao olhar para o macro sou otimista, porque a soma das pessoas que geram nossa sociedade está avançando e evoluindo com o tempo. 



Espero que tenha gostado.

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